quarta-feira, 24 de junho de 2009

O MADAME SATÃ

O MADAME SATÃ







Um grande capoeirista que faz parte da história da capoeira do Rio de Janeiro, este não foi diferente de tantos outros que existiam em outros estados exceto alguns de seus comportamentos.


João Francisco dos Santos nasceu em Glória do Goitá, 25 de fevereiro de 1900 — Rio de Janeiro, mais conhecido como Madame Satã, foi um transformista brasileiro, personagem emblemático da vida noturna e marginal do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX.

Criado numa família de dezessete irmãos, João Francisco chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua. Jovem, foi para Recife, onde viveu de bicos. Posteriormente, mudou-se para o Rio, indo morar no bairro da Lapa. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas. Mas há quem diga que foi cozinheiro de mão-cheia. Foram fatores de sua marginalização o fato de ser negro, pobre e homossexual.

Dotado de uma índole irônica e extrovertida, ele logo pegou gosto pelo carnaval carioca. Foi assim que, em 1942, ao desfilar no bloco-de-rua Caçador de Veados, surgiu seu apelido. O transformista se apresentou com a fantasia Madame Satã, inspirada em filme homônimo de Cecil B. DeMille.

Era freqüentador assíduo do bairro da Lapa, ( reduto carioca da malandragem e boemia na década de 30 ), onde muitas vezes trabalhou como segurança de casas noturnas. Cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de estupro ou de agressão.

João Francisco dos Santos, aprendeu a sobreviver foi no porto carioca, onde aprendeu usar navalha, o jogo de cartas e a capoeira com estivadores negros descendentes de escravos angolanos, dentre eles o seu mestre Gavião companheiro de Edgar e “meia noite”.

ASSIM COMEÇA A FAMA DE MADAME SATÃ!!

As maltas cariocas foram extintas em 1908 à 1910 e os capoeiristas que não foram mortos pela polícia morreram nos presídios. E poucos se safaram deste genocídio, o capoeirista para sobreviver teve que mudar seu estilo de vida, mais novos vadios, malandros capoeiristas surgiram, andavam muitas vezes sozinhos e passaram a não ser mais temidos por sua valentia, zanzavam pelos bares da boêmia portuária morando em cortiços, o vadio não representava ser uma ameaça como no tempo das maltas.
No meio desta boêmia surgiu João Francisco, um negro de 1,90m, pesando quase 100 kg de músculos com cabelos longos alisados, costumava usar camisa de seda, pantalona branca de boca apertada e tamanco (chinelo) de cara de gato.
Sua fama de malandro começou aos 13 anos de idade quando começou a cometer pequenos furtos a favores libidinosos, com marujos europeus o que lhe garantia a entrada em cabarés, botequins e cassinos.
Sempre demonstrava que era um bom capoeirista e sempre estava se envolvendo em brigas.

Foi preso várias vezes. Freqüentemente, Madame Satã enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade. Exímio capoeirista, lutou por diversas vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros.

Certo tempo foi convidado para fazer parte do grupo de bailado na figura de transformista “mulata balacochê” no cabaré chamado “cú da mãe” assim foi ficando famoso.
Recebia seus salários com carteira assinada, só assim para sair das brigas e não ser mais alvo de batidas policiais.

Mais como nós só somos tentados naquilo que gostamos certo dia Madame Satã deparou-se com o malandro que trabalhava de vigilante que era conhecido como Alberto 28, que com certeza por despeito para mostrar serviço na zona, começou lhe deferir palavras como: veado, marginal, puto e etc. Madame Satã evitando, fingiu que não ouvia, mas Alberto queria mesmo era confusão e lhe aplicou uma coronhada que João cambaleou.

Após esse episódio João Francisco se dirigiu para seu quarto na pensão em que morava doido de ódio. No momento não revidou por pensar na oportunidade que todos lhe deram: a polícia, a sociedade como um todo e segurou a onda.

Mais ao chegar em seu quarto deparou-se com seu espelho e viu seu rosto todo ensagüetado, colocou um revólver 38 na cintura e foi atrás do Alberto 28 ao encontra-lo, não conversou e acabou com a vida do mesmo com um tiro na testa.
Sabe-se que esta foi a finalização da carreira de Madame Satã, foi preso e encaminhado para o Instituto Penal Cândido Mendes localizado na praia de Dois Irmãos na Ilha Grande Litoral do Rio de Janeiro, Angra dos Reis, foi construída em 1940 para lá foram mandados muitos presos políticos, desordeiros capoeiristas e criminosos perigosos.
Foi condenado a 19 anos de reclusão, mais lá dentro da penitenciária tornou-se respeitado, no fim de sua sentença não lhe restou outra oportunidade, já em idade avançada foi morar em um quarto de cortiço em total miséria. João Francisco homem valente derrubou vários vadios de sua época com sua canhota, sua navalha, suas bandas e rasteiras.
Como ficou registrado ele também teria matado com um soco na nuca o sambista Geraldo Pereira que aparentemente tinha sua estatura.


O rei da malandragem o João Francisco (Madame Satã) morreu no dia 11 de abril de 1976 onde morava, por enfarte do miocárdio.



CONTATO PARA FILIAÇÕES, CURSOS E PALESTRAS: 098 - 8862 - 2162 / 8146 6071 OU PELO E-MAIL: mestremilitar@hotmail.com / mestremilitarmaranhao@yahoo.com.br /  https://www.facebook.com/mestremilitar

Nenhum comentário:

Postar um comentário

DEIXE AQUI SEU COMENTARIO, AGRADEÇO POR SUA OPINIÃO E SUJESTÃO PARA MELHORIA DA COSTUÇÃO DE NOSSA HISTORIA.