quarta-feira, 24 de junho de 2009

MESTRE WALDEMAR DA PAIXÃO











Mestre Waldemar




O Mestre Waldemar, Waldemar Rodrigues da Paixão, Mestre de Capoeira Baiano, nascido em Ilha de Maré, Bahia em 1946.

Conhecido como Waldemar da Liberdade ou Waldemar do Pero Vaz, um dos nomes do bairro e da rua onde implantou sua capoeira.

Naquela época se aprendia a capoeira muita das vezes aleatoriamente e muitas vezes com amigos, mais o seu aprendizado deu-se com os Mestres: Canário Pardo, Siri-de-Mangue, Ricardo da ilha de maré, Talabi e Piri-piri.

A fama de Waldemar como Capoeirista e Mestre de Capoeira aparece nos anos de 1940. Ele implantou um barracão na invasão do Corta-Braço, hoje o Bairro da Liberdade, onde realizava suas rodas de capoeira todos os domingos, também ensinava na Rampa do Mercado na Cidade Baixa. Um de seus grandes prazeres nas rodas de capoeira o qual o deixou bastante conhecido era jogar ao som do toque São Bento pequeno ou (angola invertida).

Aos poucos o Mestre Waldemar por ser um homem pacato, não gostar de barulho e era o único que mantia a tradição da capoeira do passado.
Aos pouco, foi conquistando toda a sociedade por ele trabalhar de forma diferenciada dos outros de sua época.
Atraindo assim acadêmicos, artistas, jornalistas e turistas de varias partes do mundo, para o bairro da Liberdade. Os etnólogos Anthony Leeds em 1950 e Simone Dreyfus em 1955 gravaram o som de seu berimbaus. O escultor Mário Cravo e o pintor Carybé, também capoeiristas, freqüentam o barracão. Mais tarde, a maior parte dos capoeiristas de nome afirmam ter ido na capoeira de Waldemar.

Mestre Waldemar também foi um grande mestre tanto entre Bimba quanto Pastinha ele sempre demonstrou suas qualidades nas rodas foi um grande jogador e foi conhecido como um dos melhores cantadores de músicas de capoeira na Bahia.

Foi a ideia do Mestre Waldemar da Liberdade, cantar demorados solos antes do jogo (hoje chamados ladainhas). Ele deixou marcas registradas na Capoeira que nunca se apagou e nunca vão apagar, foi como o próprio Mestre Waldemar reivindicou, em depoimento a Kay Shaffer, ter inventado as pinturas nos berimbaus, assim como usar o arame de pneu sem queimar o pneu.

Mestre Waldemar, como bom capoeirista, andou na sombra. Ficou discreto sobre suas atividades e breve em sua fala. Mal existem fotos dele antes de velho. Não procurou a fama e, apesar de seu notado talento de cantor e de tocador de berimbau, não integrou muito o mercado de espetáculo turístico. Também, a música que se escuta nas gravações de 1950 e 1955 é coletiva, sempre tendo, ao menos, um dialogo de dois berimbaus.

Outro prazer do Mestre era era lecionar para seus alunos, mesmo na roda, mesmo quando não era dia de treino ele continuava dando prosseguimento à tradição do ensino da capoeira daquela época que era informal.
Nas rodas do mestre Waldemar não era exigida nem uma indumentária, o capoeirista participava com a roupa do dia-a-dia, ou seja, nas rodas que ocorriam dias de semana nos mercados, bares, feiras e praças públicas com o intuito de arrecadar dinheiro dos que assistiam, esse dinheiro era dividido entre os capoeiristas. Mas nas rodas tradicionais que ocorria no barracão aos domingos os capoeiristas tinham que estar vestidos a rigor com terno de linho branco.

Essas tradições incrivelmente foram mantidas só por Waldemar Rodrigues da Paixão que aos 71 anos de idade afastou-se totalmente das rodas de capoeira por sofrer do mal de Parkinson, encontrando a sua sobrevivencia na venda de berimbaus de sua fabricação.

Em 1980 o Mestre Waldemar, velho, impossibilitado de jogar capoeira e de tocar berimbau pela doença , ele na ocasiões ainda gravou um CD com Mestre Canjiquinha




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