quarta-feira, 24 de junho de 2009

BEZOURO MANGAGÁ





BEZOURO MANGANGÁ: 

Manoel Henrique Pereira, filho de João Grosso e Maria Harifa, nascido em 1897 aprendeu capoeira quando criança com o Mestre Alípio, na rua do trapiche de baixo em Santo Amaro da Purificação recebeu o apelido de Bezouro Mangangá por causa da sua semelhança com o inseto de cor preta azulada e por sua facilidade de desaparecer quando queria ou quando era necessário.

Muitos naquela época acreditavam que a facilidade de desaparecer era devido aos poderes sobrenaturais, mais de qualquer forma Bezouro sempre andava acompanhado do seu “patuá” costume de quase todos os negros da época.

Bezouro nunca teve profissão definida e nem emprego fixo por isso muitas vezes tinha que se deslocar de Santo Amaro da Purificação para Maracangalha e vice-versa trabalhando em fazendas e usinas. Bezouro era negro forte tanto em porte físico quanto de personalidade e por ser homem de não levar desaforo para casa certa vez desempregado, Bezouro foi até a usina colônia que hoje é chamada de Santa Eliza em Santo Amaro da Purificação, conseguiu trabalho de uma semana quando chegou o dia do pagamento o patrão acostumado a não pagar e ainda dava uma surra e amarrava os empregados no tronco durante 24 horas quis fazer o mesmo com Bezouro, só que a história foi diferente, quando a patrão chamou e disse que não pagaria, foi segurado pelo cavanhaque e forçado a pagar depois de tremenda surra.

Outro episódio aconteceu com a polícia, Bezouro como muitos capoeiristas da época não gostavam da polícia, muitas vezes acabavam se envolvendo em complicações com estes. Bezouro como era muito valente tomava-lhes as armas e os levava até o quartel.

Mais certa vez no largo de Santa Cruz em Santo Amaro da Purificação, obrigou um soldado a beber uma quantidade muito grande de cachaça, o policial comunicou posteriormente o fato ao cabo José Costa que enviou tropas para conduzi-lo preso vivo ou morto.





Ao ver a aproximação da polícia Bezouro fugiu do bar e correu encostando-se na cruz do largo e abriu os braços dizendo que não iria se entregar, depois de violenta fuzilada Bezouro caiu no chão fingindo que estava morto, pois foi isso que todos pensaram quando inesperadamente levantou-se e ordenou que o cabo da patrulha levantasse as mãos e os outros fossem embora, feita essa façanha saiu cantando. Apesar de valente Bezouro era brincalhão e metido a protetor dos mais fracos e oprimidos ao ponto de ajudar muitas pessoas nas brigas com os proprietários de fazendas e a polícia (um verdadeiro desordeiro)

Mas devido à falta de registro muitos criaram versões sobre a morte de Bezouro, uma diz que ele foi ferido a punhal por um rapaz traiçoeiramente quando estava bebendo numa venda, Bezouro ficou agonizando durante um dia com o intestino a mostra até que o levassem à Santa Casa onde ele morreu.

Outra que muitos dizem ser verdadeira é que certa vez trabalhando em uma fazenda que tinha como dono o Dr. Zeca, o seu filho Memeu desentendeu-se com Bezouro jurando-o de morte, Dr. Zeca sabedor da fama de Bezouro e também que ele não sabia ler usou sua influência e mandou pelo próprio Bezouro uma carta para seu amigo administrador de Maracangalha, pedindo que liquidasse o portador.

Chegando ao local o Dr. Pediu que Bezouro aguardasse até o dia seguinte.

Pela manhã, quando foi buscar a resposta foi cercado por 40 soldados que dispararam tiros sem conseguir atingir Bezouro, foi quando Euzébio de Quibaca notou que Bezouro esquiava-se dos tiros gingando de um lado para o outro, aproximou-se vagarosamente e aplicou-lhe um golpe com uma faca de tucum, muitos dizem que esse tipo de faca tinha feitiço e só por isso conseguiu matar Bezouro.

Bezouro Mangangá morreu em 1924, aos 27 anos restando só dois discípulos: o Mestre Siri de Mangue e o Mestre Cobrinha Verde, hoje falecidos.





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