quinta-feira, 24 de maio de 2012

VIDEOS DA ASSOCIAÇÃO GRUPO " K " DE CAPOEIRA E EVENTOS


ESTES VIDEOS É A MOSTRA DE ALGUNS TRABALHOS REALIZADOS POR NÓS EM PROL DA CAPOEIRA.

 
 
 
           






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sábado, 18 de julho de 2009

ASSOCIAÇÃO GRUPO " K " DE CAPOEIRA - MARANHÃO - SÃO PAULO - CEARÁ - PIAUI - BRASIL E COLOMBIA























A ASSOCIAÇÃO GRUPO “K” DE CAPOEIRA RECEBEU ESSE NOME EM RAZÃO DA PALAVRA AFRICANA " KRIEGSSPIEL " QUE SIGNIFICA JOGO DE GUERREIRO COMO É CLASSIFICADO POR JOHAN MORITZ RUGENDAS. QUE FOI UM DOS GRANDES ARTISTAS PLASTICOS E DEDICADO PESQUISADOR DE NOSSA ARTE.

ENTÃO POR MUITOS ACHAREM QUE A CAPOEIRA EM SI JÁ EXPRESSA VIOLENCIA NÃO USAMOS O NOME " JOGO DE GUERREIRO " !!.. E ATÉ MESMO PARA DESPERTAR O ENTERESSE DE PESQUISA DOS NOSSOS PRATICANTES DA CAPOEIRA USAMOS O " K " COMO FORÇA DE MARKETNG, PARA DIFERENCIAR O NOME DE OUTROS GRUPOS.





A HISTORIA DA CAPOEIRA NO MARANHÃO.











"A Capoeira no Maranhão tem seu inicio - em 1835 !





O 1º Mestre.

O Mestre Firmino Diniz - nascido em 1929 - que é considerado o mestre mais antigo de São Luís, teve os primeiros contatos com a capoeira na infância, através de seus tios Zé Baianinho e Mané. Lembra ainda de outro capoeirista da época de sua infância, Caranguejo; Mestre Diniz teve suas primeiras lições no Rio de Janeiro com "Catumbi", um capoeira alagoano. Diniz era o organizador das rodas de capoeira e foi um dos maiores incentivadores dessa manifestação na cidade de São Luís, nos anos 30 e 40.


ANOS 50 - por ora, não há registros. Isso não quer dizer que não se Praticava mais a Capoeira, em São Luis. Creio eu que por causa das opreções policias.


ANOS 60 - "Renascimento" da capoeira em São Luís, foi dado com a chegada de ROBERVAL SEREJO no início dos anos 60. Criação do Grupo "Bantus", do qual participavam, além de Mestre Roberval Serejo, graduado por Arthur Emídio, Mestre Diniz (aluno de Catumbi, de Alagoas), Mestre Jessé Lobão (aluno de Djalma Bandeira), Babalú, Gouveia ( José Anunciação Gouveia ), Ubirajara, Elmo Cascavel, Alô, o Mestre Patinho





















Diógenes Ferreira Magalhães de Almeida,( o Mestre Didi ).




















Em 1965 - O Mestre Paturi ( Antonio Alberto Carvalho ).





Nascido em 1946, hoje o Mestre mais velho em atuação), iniciou na Capoeira com os Mestres Manoelito e Leocádio, e após a chegada de Mestre Sapo, passou a treinar com este. Foi o primeiro a registrar uma Associação de Capoeira. A ASSOCIAÇÃO DE APOIO A CAPOEIRA, onde me formei a Contra - Mestre.










A CHEGADA DE MESTRE SAPO EM SÃO LUIS DO MARANHÃO DEU-SE EM 1966.






Em 1966 - Mestre Canjiquinha.









Washington Bruno da Silva, 1925-1994, e seu Grupo Aberrê passaram pelo Maranhão, apresentando-se na cidade de Bacabal, no teatro de Arena Municipal.
E em São Luís do Maranhão, no Palácio do Governador, no Jornal Pequeno, TV Ribamar na Residência do Prefeito da capital e no Ginásio Costa Rodrigues.
Acompanhavam Mestre Canjiquinha, o Sapo ( Anselmo Barnabé Rodrigues ainda com 17 anos ), O Mestre Brasília ( Antônio Cardoso Andrade), e Vitor Careca, os três, na época, todos eram menores de idade.




O RETORNO DO MESTRE SAPO.


1968 - Mestre Sapo retorna ao Maranhão, Diz alguns que fora convidado por Sarney, para ser seu guarda costas. Ganhou emprego público, para ensinar a capoeira, num período em que houve a revitalização do esporte no Maranhão, comandado por Cláudio Vaz dos Santos, a capoeira foi incluída entre os esportes que ganharam escolinha no Ginásio Costa Rodrigues, com Mestre Sapo no comando.


A partir de 1970, Mestre Sapo começou a formar seu grupo de capoeira, passando a ministrar aulas em uma academia de musculação, localizada na Rua Rio Branco, e no mesmo ano Roberval Serejo vem a falecer. e alguns de seus alunos, passam a treinar com Mestre Sapo. Que logo forma um grupo com muitos alunos.

e os que não entraram em seu grupo, treinavam paralelamente, faziam rodas. coisas que o Mestre Sapo não gostava e por muitas vezes ele mesmo chamava a policia, pois a capoeira do maranhão, ainda vivia em represão. tomava está atitude creio eu, para ser o centro das atenções, já que era o unico que tinha se organizado, e tido o apoio do governo.

O Mestre Sapo em uma de suas viagens, no final dos anos 70, conheceu o Mestre Zulú, em Brasília. Foi quem o graduou Mestre. A partir de então, Mestre Sapo implantou em São Luís o sistema de graduação, através de cordel, seguindo as cores adotadas pelo Mestre Zulú. Mas quem o iniciou na capoeira foi Natalício Neves da Silva, O Mestre Pelé de Salvador.

Desta forma o Mestre Sapo se tornou a maior referência da capoeira do Maranhão.


Mestre Sapo faleceu no ano de 1982, vitma de acidente de Transito. No Bairro da Cohab.



PESQUISAS RETIRADA DO DOLCUMENTARIO DO PROFº LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ
PROFº DE EDUCAÇÃO FISICA - CEFET - MA E MESTRE EM CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO.














O MESTRE ARTUR EMÍDIO E A CAPOEIRAGEM EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO.











Em “CAPOEIRAGEM EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO”, já publicado em nosso ‘Jornal do Capoeira’, procurei resgatar os primórdios da capoeira praticada em São Luís do Maranhão (Brasil), assim como seu estágio atual, através do resgate da história de vida de seus principais atores – os Mestres de Capoeira.
A Capoeira maranhense teve dentre seus precursores, Roberval Serejo. Para o Mestre Mirinho – Casimiro José Salgado Corrêa - a origem da capoeira no Maranhão se deu com o finado Roberval Serejo, quando fundou o grupo “Bantos”, em época remota. Este grupo praticava a capoeira na antiga Guarda Municipal, no Parque Veneza.
Outro Mestre, Patinho, relata o aparecimento desse grupo:
“... bem aqui na Quinta, bem no SIOGE. Década de 60 era um grande reduto da capoeira principalmente na São Pantaleão, onde nasci.... Pois bem, um amigo que tinha recém chegado do Rio de Janeiro, Jessé Lobão, que treinou com Djalma Bandeira na década de 60; Babalú, um apaixonado pela capoeira, outro amigo que era marinheiro da marinha de Guerra, também aprendeu com o mestre Artur Emídio do Rio, Roberval Serejo, juntamos Jessé, Roberval Serejo, Babalú, Artur Emídio e eu formamos a primeira academia de capoeira, Bantú, e estava sem perceber fazendo parte da reaparição da capoeira no Maranhão.
Também participaram Firmino Diniz e seu mestre Catumbi, preto alto descendente de escravo.
Firmino foi ao Rio e aprendeu a capoeira com Navalha no estilo Palmilhada e com elástico, nos repassando.” Antonio José da Conceição Ramos – Mestre Patinho – em entrevista concedida a Manoel Maria Pereira).In LIVRO ÁLBUM DOS MESTRES DA CAPOEIRA NO MARANHÃO – entrevista concedida a Hermílio Armando Viana Nina aluno do Curso de Educação Física da UEMA, em fevereiro de 2005.

O Mestre Patinho – Tambem em entrevista concedida a Manoel Maria Pereira in “Livro-Álbum dos Mestres de Capoeira do Maranhão”, trabalho de pesquisa apresentado a disciplina História da Educação Física e Esportes, do Curso de Educação Física da UEMA, turma C-2005.
Roberval Serejo aparece no Maranhão por volta dos anos 60 do século passado, era escafandrista da Marinha, tendo aprendido capoeira no Rio de Janeiro - quando lá servia, aprendeu com o Mestre Arthur Emídio, um baiano de Itabuna, considerado referência na história da capoeira.

“Segundo ‘Seu’ Gouveia, José Anunciação Gouveia esse pequeno grupo de capoeira, liderado por Roberval Serejo, não tinha um local nem horário fixo para seus treinamentos, sendo que, por volta de 1968, criou-se a primeira academia de capoeira em São Luís, denominada Bantú, quando passou a contar com vários alunos, como Babalú, Gouveia, Ubirajara, Elmo Cascavel, Alô, Jessé Lobão, Patinho e Didi”.


O GRUPO BANTUS ERA COMPOSTO POR:

Mestre Catumbi

Mestre Firmino Diniz

Mestre Artur Emídio

Mestre Roberval Serejo

Mestre Djalma Bandeira

Mestre Jessé Lobão

ALUNOS:

Babalú, Gouveia, Manuel Peitudinho, Alô, Ubirajara, Didi, Elmo Cascavel, Patinho


O Mestre Patinho.









Hoje um dos mestre de referencia da capoeira angola maranhense, que afirma ter recebido influencia de Artur Emídio. “Eu recebi muita influência de Mestre Sapo, Artur Emídio, Catumbi e Djalma Bandeira que todos foram alunos de Aberrê”.

O Mestre Roberval Serejo morreu em 1970, enquanto mergulhava a trabalho na construção do Porto do Itaqui, seus alunos da academia Bantú passam a treinar com Mestre Sapo, que forma, então, seu grupo e passa a dar aulas em uma academia de musculação, localizada na Rua Rio Branco.
“Acredita-se que Mestre Sapo, embora muito novo passe a ser a maior referência da capoeira de São Luís, respaldado por Mestre Diniz, que era o mais experiente de todos, mas que não tinha tempo de se dedicar ás aulas de capoeira em função de seu trabalho. No entanto, ainda continuava a promover suas rodas de capoeira”.



OUTRA PESQUISA: RETIRADA DO JORNAL DO CAPOEIRA.


Mestre Eli Pimenta (São Paulo) escreve sobre a Capoeira em São Luiz do Maranhão, meados do século XIX (1863), trazendo novos subsídios para o entendimento do fenômeno da Capoeiragem no Brasil
A Capoeira em São Luiz do Maranhão.


Nota Editorial.





A Capoeira em São Luiz do Maranhão.












A capoeira é brasileira (sic) meu sinhô. Essa velha cantiga da Capoeira nos indica um caminho muito rico na trilha da história da Capoeira. Ultimamente, uma outra frase/música da Capoeira, aquela que diz "Capoeira nasceu foi na Bahia, Angola e Regional", é que tem sido dominante na transmissão da história oral da Capoeira e, de uma certa forma, até mesmo na pesquisa acadêmica sobre Capoeira, que por sinal tem se interessado muito por esse tema. A história "oficial" da Capoeira - entende-se com isso a versão mais difundida sobre a origem da Capoeira e, naturalmente para aqueles que acham que a Capoeira nasceu no Brasil - divulgada por revistas especializadas, por apostilas de academias e também por obras consagradas que falam da Capoeira, passa essa idéia de que tudo começou na Bahia. Isso tem muito de verdade se considerarmos a "nova diáspora" que a Capoeira teve a partir dos anos de 1930 e 1940, graças principalmente, ao trabalho de Mestre Bimba, que, como uma Fênix, não deixou que a Capoeira desaparecesse na Bahia, como havia acontecido em outros Estados da Federação, criando um estilo, uma ética e uma didática que permitiram que a Capoeira não sucumbisse naqueles tempos de tantas adversidades para o capoeirista e para a Capoeira .

Mas será que a Capoeira nasceu realmente na Bahia, como afirma a "tradição" hoje dominante ? Não é minha intenção responder essa questão que exige uma profunda pesquisa histórica. Pretendo tão somente levantar algumas questões que indicam a complexidade do tema, apontando em direções diferentes no que diz respeito à origem da Capoeira.

Lendo o belo romance Os Degraus do Paraíso, de Josué Montello, Editora Martins ,ed.de 1965, que trata da vida social e dos costumes de São Luiz do Maranhão, na passagem do século XIX para o século XX, encontrei uma passagem interessante que fala da Capoeira naquela cidade e naquela época. O autor fala da inauguração da iluminação pública de São Luiz com lampiões de gás, ocorrida em 1863, e comenta as modificações na vida da cidade com a ruas mais claras durante a noite: "Ninguém mais se queixou de ter caído numa vala por falta de luz. Nem recebeu o golpe de um capoeira na escuridão. Os antigos archotes, com que os caminhantes noturnos iluminavam seus passos arriscados, não mais luziram no abandono das ruas."

Essa alusão à Capoeira encontrada em Os degraus do Paraíso nos passa a idéia de que capoeiristas perambulavam pelas rua de São Luiz na primeira metade do século XIX, e não deixa de ser uma pista promissora de pesquisa para aqueles que querem descobrir a origem da Capoeira no Brasil. Indicações como essa de Montello, que falam da Capoeira em diferentes cidades brasileiras, podem ser encontradas em outras obras literárias ou historiográficas e cabe aqui citar uma passagem da obra História e Tradições da Cidade de São Paulo, de Ernani Silva Bruno, onde ele diz que: "Em 1846 a Câmara oficiava ao chefe de polícia pedindo providências também contra escravos que andavam pela rua depois do toque de recolhida; contra as casas onde fazias jogos proibidos; e contra o "jogo denominado capoeira". "

Quanto mais aqueles que se interessam pela história da Capoeira adotarem uma postura não dogmática, aceitando que a história da Capoeira ainda está para ser escrita, maior será a possibilidade de se escrever uma historia da Capoeira com "H" (agá maiúsculo), deixando cada vez mais de lado a "reinvenção de tradição" como fator explicativo da História.



Eli Pimenta é Mestre em Ciencias Sociais, professor Universitário e Mestre de Capoeira



A Capoeira do/no Maranhão tem suas particularidades - haveria uma "capoeira maranhense" ? -; dando organização principal como referência o Mestre Sapo - Anselmo Barnabé Rodrigues.


AS MINHAS REFLEXÕES;

Entendo que o Maranhão é uma sociedade escravista tardia.
Foi no final do século XVIII que se desenvolveu mais fortemente uma escravidão agrícola na região, mais desde o século anterior escravos africanos eram utilizados como mão-de-obra.

Naquela época, formou-se o Estado do Grão-Pará e Maranhão, cuja administração era feita diretamente por Portugal. Foi fundada também a Companhia do Comércio do Grão-Pará e Maranhão. O objetivo da companhia era fortalecer o comércio mercantilista com Portugal. A atuação da companhia acarretou muitas mudanças na sociedade maranhense, como a proibição da escravidão indígena.

A partir da fundação da Companhia do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, houve um crescimento significativo de escravos africanos na região. Até 1755, calcula-se que entraram 3 mil escravos no Maranhão. No período de existência da companhia, entre 1755 e 1777, este número saltou para 12 mil escravos.

A compra de escravos era financiada pela Companhia do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, em troca do monopólio do comércio que ocorria no porto de São Luís. Os colonos passaram a utilizar-se de braços vindos de Cacheu, Bissau e Angola, em suas lavouras de arroz e algodão.

A entrada crescente de escravos africanos no Maranhão culminou com a chegada de 41 mil pessoas entre 1812 e 1820. Como resultado, às vésperas da Independência, 55% dos habitantes do Maranhão eram escravos. Tal número correspondia à mais alta porcentagem de população escrava do Império. Ela concentrava-se em maioria nas fazendas situadas na baixada ocidental e nos vales dos Rios Itapecuru, Mearim e Pindaré.

Esses locais tinham uma grande quantidade de matas, rios e riachos. Tal aspecto foi decisivo no momento de ocupação dos territórios pelos colonizadores: os espaços foram utilizados de forma bastante rarefeita. Essa conformação criou condições para o surgimento de quilombos em cabeceiras de rios e locais mais distantes nas florestas.






Tratava-se de lugares que escapavam ao controle do Estado, permitindo que os quilombos multiplicassem e suas populações se sentissem relativamente seguras.

Sabe-se da existência de quilombos no Maranhão desde o início do século XVIII. Porém, eles tornaram-se “um fenômeno endêmico da sociedade escravista”.
Com a chegada da grande quantidade de escravos nos últimos anos daquele século. Mesmo que não seja possível precisar a quantidade de quilombos que existiu desde esse período até a Abolição, afirma-se que no Maranhão havia poucas fazendas escravistas sem quilombos à sua volta.

Era comum, principalmente na primeira metade do século XIX, que pequenos grupos de escravos fugidos se escondessem nas matas que cercavam as propriedades. Essas fugas ocorriam principalmente em locais que reuniam um bom número de fazendas e escravos, como Alcântara, Viana, Vitória do Mearim, Itapecuru-Mirim, Rosário e Manga do Iguará.

Até hoje o Maranhão é o segundo estado brasileiro com maior número de terras de quilombo tituladas, atrás apenas do Pará.

Diante da multiplicação dos quilombos, as autoridades maranhenses organizaram vários tipos de forças policiais para enfrentá-los. Governo e fazendeiros contavam também com os serviços dos capitães-do-mato para combater os quilombos.
Porém, diante de um território imenso, o número de soldados e de capitães-do-mato sempre foi insuficiente para desarticular de forma definitiva os quilombos no Maranhão.

Além disso, ao contrário do que é comum afirmar, os quilombolas não viviam isolados de outros setores da sociedade da época. Eles relacionavam-se permanentemente com os escravos que ainda se encontravam nas propriedades. Muitos mocambeiros chegavam a trabalhar para fazendeiros. Era comum que estes últimos acobertassem os mocambeiros, se houvesse uma batida policial. Por meio dessa articulação, os quilombolas obtinham bens materiais e informações sobre a movimentação das tropas policiais.

Em vários quilombos, os ex-escravos dedicavam-se à agricultura e ao garimpo. Eles trocavam ouro e parte da produção agrícola (fumo e algodão) por produtos industrializados, como armas. Esse era o caso dos habitantes dos quilombos da região de Turiaçu, que se dedicavam à caça, pesca, extrativismo, criação de gado, agricultura de subsistência, a produção de fumo e algodão, além do garimpo.

Os quilombos em Turiaçu criaram uma rede de comércio de ouro com mercadores, fazendeiros e mesmo negociantes de vilas do litoral, como Santa Helena, Carutapera e Turiaçu. Tal conjuntura garantiu aos quilombolas a complacência de pessoas livres da elite maranhense, que estavam interessadas em ter relações pacíficas com os quilombolas que lhes vendiam ouro. Esse tipo de situação dificultava a repressão dos quilombos do Turiaçu por parte das autoridades provinciais. Tais quilombos existiam ao menos desde o começo do século XVIII. Mesmo tendo havido inúmeras tentativas de aniquilamento dos mesmos, eles atravessaram o século seguinte.

Os quilombos do Maranhão também se comunicavam entre si. Desse modo, eles trocavam notícias e planejavam ações comuns. A Insurreição de Escravos em Viana foi uma dessas ações que causavam grande medo à sociedade escravista.

As iniciativas dos quilombolas, algumas vezes, combinaram-se ainda com as atividades políticas das camadas populares maranhenses. Tal foi o caso da Balaiada, o maior conflito ocorrido no Maranhão.

Tais situações revelam que os escravos negros maranhenses reagiram de diferentes formas à situação degradante que a escravidão estabeleceu. Enfrentando a sociedade escravista, os quilombolas escreviam importantes capítulos de resistencia na história brasileira.

Agora quero que vc eleve seu pensamento da seguinte forma: A capoeira foi uma luta criada pelo negro em solo brasileiro, tendo sua fase inicial o N`Golo. que pelo fato do negro fugir das opressões, ele criou a nossa Capoeira. ou seja essa criação para mim ocorreu em todo território brasileiro onde localizava-se mão de obra escrava, fugas e quilombos.

E aqui no Maranhão não foi diferente de outros estados, o negro assim que tinha oportunidade, usava a Capoeira pra se defender.

claro que de diferentes formas ou estilos diferenciados, comforme sua nessecidade. A capoeira estava presente em cada revolução ou levante popular, ocorrido no maranhão. até hoje a Capoeira do maranhão seja Angola ou Regional tem suas formas diferente de expressão.

A Capoeira do Maranhão tambem teve sua epoca Marginal, sua Proibições e com isso muitos bons capoeiristas cairam na marginalidade. E mesmo com a valorização de nossa arte, eles não conseguiram se recuperar, entregando-se ao uso de drogas e cometendo vários delitos.





fotos do grupo "K" de Capoeira














Hoje a Capoeira do Maranhão tem sua força em Grupos e Mestres da nova geração, atraves de trabalhos realizados em prol da Sociadede Ludovicense, sem deixarem de lado as rodas semanais ou mensais de cada grupo.

demonstrando seus trabalhos para a comunidade Maranhense e Turistas do Brasil e do Mundo. Com isso a Capoeira do maranhão está tendo o reconheceimento perante o poder legislativo do Maranhão, que todo ano, homenageia Mestres e Professores de Capoeira, pelos serviços prestados a Sociedade.
















A ASSOCIAÇÃO GRUPO "K" DE CAPOEIRA, vai mais alem, com O PROJETO CAPOEIRA NA PRAÇA E O PROJETO CAPOEIRA PRA TURISTA VER, ambos de minha autoria o Mestre Militar. Estes projetos visam alem de demostrar o trabalho do grupo, demonstra a Capoeira do maranhão e suas raizes, visa tambem o resgate das Rodas de Capoeira que ocorria na Praça Deodoro a qual Eu sempre estive presente.


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I - CALENDARIO DE EVENTOS DA ASSOCIAÇÃO GRUPO K DE CAPOEIRA.




1º. ENCONTRO DE BAMBAS DA CAPOEIRA NO MARANHÃO. FOI NOS DIAS 16 E 17 DE JULHO DE 2011.
























VEM AI O NOSSO 2º ENCONTRO DE BAMBAS DA CAPOEIRA.
     VENHA PARTICIPAR, VC É NOSSO CONVIDADO !!!


















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1º. BATIZADO E TROCA DE CORDA NA CIDADE DE ROSARIO - MARANHÃO. DIA 30 / 04 Á 01 / 05 DE 2011.



























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1°. BATIZADO ESCOLA ABERTA NA CIDADE DE SANTA LUZIA - MARANHÃO


























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1ª MOSTRA CULTURAL EM ZÉ DOCA DO MARANHÃO - FOI REALIZADO DIA 20 DE NOVEMBRO DE 2010























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1º. BATIZADO DO NUCLEO MUTIRÃO EM SANTA LUZIA - MARANHÃO EM OUTUBRO DE 2010.





















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1º. BATIZADO EM ZÉ DOCA - MARANHÃO EM SETEMBRO DE 2010





















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1º. BATIZADO EM MATA ROMA - MARANHÃO.














ORGANIZAÇÃO: ESTAGIARIOS: GRAVETO, LEONARDO E BRANCO







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2º. BATIZADO, TROCA DE CORDA E 1º. CAMPIONATO EM SANTA LUZIA DO MARANHÃO.






























ORGANIZAÇÃO DO EVENTO: GRADUADO ADALTO E ESTAGIARIO IVAN

SUPERVISÃO GERAL: MESTRE MILITAR






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4º. ENCONTRO GINGA AÊ MARANHÃO - REALIZADO EM SÃO LUIS DO MARANHÃO DE 03 EM 03 ANOS.
























ORGANIZAÇÃO: MESTRE MILITAR, MESTRANDA MICHELLE E MONITORA DARCENIR





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1°. GINGA AÊ MARANHÃO


























ORGANIZAÇÃO: MESTRE MILITAR








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1º ENCONTRO INTERESTADUAL NO CEARÁ




























ORGANIZAÇÃO: MESTRE MILITAR E OS ESTAGIARIOS - LUIS CARLOS, CARLITO, SERGIO, FLOR E FALA MANSA






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2°. ENCONTRO INTERESTADUAL DA SERRA DA IBIAPABA - CE. DIAS 14 E 15 DE ABRIL 2012.










ORGANIZAÇÃO: MESTRE MILITAR E OS ESTAGIARIOS - LUIS CARLOS, FLOR, RAFAEL E FALA MANSA.







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III - EVENTOS DO GRUPO K DE CAPOEIRA NO PIAUI.




















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IV - EVENTOS DO GRUPO K DE CAPOEIRA NA COLOMBIA.








ESTE EVENTO FOI ORGANIZADO PELOS INSTRUTORES: CANIVETE E MACARÃO








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MESTRES DE CAPOEIRA DO ESTADO DO MARANHÃO.



AGRADEÇO NÃO SÓ AOS MESTRES E CAPOEIRISTAS ANTIGOS, MAIS TAMBEM Á TODOS OS MESTRES QUE AQUI ESTÃO RELACIONADOS, E OS QUE HOJE TEM SOMADO PARA O FORTALECIMENTO E CRESCIMENTO DA CAPOEIRA NO MARANHÃO.


MESTRE NEGUINHO - GRUPO DE CAPOEIRA ANGOLANO / PRÓ DANÇA


MESTRE PEZÃO - DO ITAQUI BACANGA


MESTRE MILITAR - ASSOCIAÇÃO GRUPO "K" DE CAPOEIRA


MESTRE JACARÉ -


MESTRE MIZINHO - GRUPO MARANHÃO ARTE


MESTRE ABELHA -


MESTRE FABIO ARARÁ -


MESTRE PATURI - GRUPO DE APOIO A CAPOEIRA


MESTRE VANIO -


MESTRE TUTUCA - GRUPO GIRA MUNDO


MESTRE MARCO AURELIO - ESCOLA DE CAPOEIRA ANGOLA - MATRUÁ


MESTRE JORGE NAVALHA - GRUPO ARUANDA


MESTRE CURIÓ - ARTE NEGRA


MESTRE JJ - GRUPO NAÇÃO PALMARES


MESTRE PATINHO -


MESTRE INDIO - GRUPO FILHOS DE SÃO JORGE


MESTRE EVANDRO - GRUPO MARÁ BRASIL


MESTRE NELSINHO - ESCOLA DE CAPOEIRA - LABORART


MESTRE RIBALDO - GRUPO MARAGNON



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SÃO LUIS DO MARANHÃO, SUAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS E SUAS LENDAS

HISTÓRIA DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO E SUAS LENDAS
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ILHA DO AMOR, CIDADE BRASILEIRA DO REGGAE, E BERÇO DA CULTURA POPULAR.









São Luís é uma cidade que possui uma arquitetura colonial rica de valor histórico e arquitetônico incomparável, formado por casarões revestidos de azulejos seculares, becos e ladeiras, calçadas com pedras de cantaria. Museus, igrejas e sacadas em ferro rendado, adormecidas nos sobrados coloniais. Foi justamente pela cidade compor o mais homogêneo conjunto arquitetônico da América Latina, que a UNESCO conferiu a São Luís, em dezembro de 1997, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.
Suas belas praias de águas turvas e mornas, contrastando com as areias brancas das dunas, convidam a um refrescante mergulho, propiciando uma vista panorâmica maravilhosa e inesquecível do litoral da ilha.




Destacam-se as praias de São Marcos, Ponta d'Areia (onde se localiza a mais nova área de lazer: A Lagoa da Jansen, recentemente recuperada, com largos calçadões, praças, ciclovia, concha acústica, campo de futebol, espaço coberto para eventos, pista de copper, quiosques, bares, píer para esportes náuticos), Marcela, Calhau e Caolho formando assim o complexo da Avenida Litorânea.





Além das praias da Guia, Araçagi, Panaquatira, Raposa, Juçatuba, e outras que embelezam ainda mais a costa da ilha.
Não perca a oportunidade de conhecer uma das capitais mais atraentes do Brasil. Visitar São Luís é admirar suas riquezas naturais e arquitetônicas, é se contagiar com seus encantos, lendas e mistérios...





COM A POPULAÇÃO: Mais de 900.000 habitantes
TEMPERATURA MÉDIA ANUAL: 26º C
ATRAÇÕES: Cidade Histórica, Arquitetura Colonial, Praias, Bumba-Meu-Boi.
LOCALIZAÇÃO: 2 Graus ao Sul do Equador, ou Linha Equinocial, que passa pelo centro da Terra e a divide, geograficamente, em duas esferas: O Hemisfério Norte e o Hemisfério Sul.





Neste último, situa-se todo o território brasileiro, ficando
O Estado do Maranhão exatamente entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Ou seja, no Meio-Norte.
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SUAS LENDAS:



1ª DOM SEBASTIÃO

Dizem que Dom Sebastião e sua corte, após a batalha de Alcacerquibir, mudou-se para o litoral do Maranhão, onde se encantou, estabelecendo-se no fundo do mar defronte as praias dos Lençóis. Dizem os moradores da região, que em determinadas noites, Dom Sebastião transforma-se num touro negro com uma estrela na testa e aparece pelas praias e povoados.



2ª LENDA DA PRAIA DA OLHO D´ÁGUA


É de cunho indígena, do grupo das lendas de encantamento. A praia do Olho d´Água é uma das dez maiores belezas da "Ilha do Amor", distanciando-se apenas cerca de dez quilômetros do Centro. Diz a lenda que a filha do principal chefe da tribo que ali habitava chamado Itaporama, se apaixona perdidamente por um índio. Sucede que pelo mesmo índio se apaixona também a Mãe d'água. Num belo dia, a deusa do mar insidiosa empolga o rapaz e o leva para o fundo das águas, deixando a jovem india alucinada de dor. Morta de paixão, a pobre indígena vaga desesperadamente pela praia deserta na esperança de encontrar o homem amado de sua vida. Exaurida e com os olhos cegos de chorar, deixou-se ficar dias seguidos na praia sem alimentar-se, até que a morte veio consolar sua aflição amorosa, sepultando-a no imenso areial. Um dia, misteriosamente por interferência de Tupã, que se compadecera da virgem namorada, brotaram das areias duas nascentes de água com surpreendente limpidez que até hoje não param de correr incessantemente para o mar. São as lágrimas da índia apaixonada que morreu de amor com os olhos rasos de pranto.



3ª LENDA DO PALÁCIO DAS LÁGRIMAS

A lenda conta o amor entre uma escrava e seu senhor. Um escravo ciumento envenenou os filhos do patrão e a escrava, inocente, foi condenada. Suas lágrimas umedeceram para sempre as escadarias do Palácio. O senhor, depois de ter-se dado conta da inocência de sua amada, enlouqueceu. Atualmente no Palácio das Lágrimas funcionam os cursos de Farmácia e Odontologia da Universidade Federal do Maranhão situado à Praça de São João.



4ª LENDA DA SERPENTE DE SÃO LUÍS

Conta -se que em torno da Ilha de São Luís há uma enorme serpente que jamais deixará de crescer, até que um dia a cauda toque a cabeça. Quando tal acontecer, o monstro concentrará sua força comprimindo a porção de terra por ele envolvida. São Luís, então, desaparecerá tragada pelas águas do oceano.



5ª LENDA DA MANGUDA

Em fins do século anterior formou-se mais um personagem lendário que passou a povoar as noites de São Luís, enchendo de sobressaltos e pavores não somente as crianças, mas igualmente grande parte da população adulta da pacata e ainda mal iluminada cidade provinciana. É que a crendice popular, sempre receptiva a fatos de ordem sobrenatural, logo deu dimensões de mistério a uma curiosa farsa engendrada por comerciantes envolvidos no contrabando de mercadorias que ingressavam na praça local sem o pagamento dos devidos tributos. Alta noite, nas imediações do porto do Genipapeiro, próximo à Quinta Vitória onde residia o poeta Sousândrade, aparecia, em demanda de algum ponto da cidade um fantasma trajando chambre alvo de mangas muito largas e compridas, de cuja cabeça nascia uma nuvem de fumaça. Tal artifício servia para dar a impressão de maior altura à aparição dotando-a de significativos elementos fantasmagóricos.



6ªLENDA DA CARRUAGEM DE ANA JÂNSEN

No século 19 viveu em São Luís a Senhora Dona Ana Joaquina Jânsen Pereira, comerciante que, tendo acumulado grande fortuna, exerceu forte influência na vida social, administrativa e política da cidade.
Era voz corrente, então, que Donana Jânsen - como era comumente chamada - cometia as mais bárbaras atrocidades contra seus numerosas escravos, os quais, submetia a toda sorte de suplícios e torturas em sessões que, não raro, terminavam com a morte.
Algum ano após o falecimento de Donana passou a ser contada na cidade a fantástica estória, segundo a qual, nas noites escuras das sextas-feiras, boêmios e noctívagos costumam deparar com uma assombrosa e apavorante carruagem, em desenfreada correria pelas ruas de São Luís, puxada por muitas parelhas de cavalos brancos sem cabeças, guiados por uma caveira de escravo, também decapitada, conduzindo o fantasma da falecida senhora, penando, sem perdão, pelos pecados e atrocidades, em vida, cometidos.
Quem tiver a infelicidade e a desventura de encontrar a diligência de Donana Jânsen e deixar de fazer uma oração pela salvação da alma da maligna senhora, ao deitar-se para dormir, receberá das mãos de seu fantasma uma vela de cera. Esta, porém, quando o dia amanhecer, estará transformada em descarnado osso humano.



7ªLENDA DA CAVALACANGA


A versão mais corrente diz que a cavalacanga seria um duende que aparece nas noites de sextas-feiras sob a forma de bola de fogo a mover-se por campos e estradas, enchendo de pavor os que a avistam e por ela são perseguidos. Acredita-se que essa bola de fogo seja formada de cabeça de alguma mulher endemoniada cujo corpo ficou na rede enquanto o encantamento se cumpre. Nesse espaço de tempo, o corpo decapitado, sofre terríveis contrações até que o cântico de um galo faça a cabeça retornar ao corpo. Ao raiar o dia, esta amaldiçoada mulher, repousa em sua inteireza física e só em outra sexta-feira voltará a sofrer seu penoso encanto.



8ªLENDA DO MILAGRE DE GUAXENDUBA

Conta-se que, no principal e decisivo confronto entre portugueses e franceses, travado em 19 de novembro de 1614, diante do Forte de Santa Maria de Guaxenduba, já se tornava evidente a derrota dos lusitanos, por sua inferioridade numérica em homens, armas e munições.
Apesar de lutarem, iam-se arrefecendo os ânimos dos soldados de Jerônimo de Albuquerque. Mas eis que surge, entre eles, uma formosa mulher em auréola resplandecente. Ao contato de suas mãos milagrosas, transforma-se a areia em pólvora e os seixos em projéteis. Revigorados moralmente e providos das munições que lhes estavam faltando, os portugueses impõem severa derrota aos invasores, a quem só restou o recurso da rendição.
Em memória deste feito, foi a Virgem aclamada padroeira da cidade de São Luís do Maranhão, sobre a invocação de Nossa Senhora da Vitória.
O Padre José de Moraes, em "História da Companhia de Jesus na Extinta Província do Maranhão e Pará" (1759), demonstra a Antigüidade desta lenda, escrevendo: "Foi fama constante (e ainda hoje se conserva por tradição) que a virgem Senhora foi vista entre os nossos batalhões, animando os soldados em todo tempo de combate".

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MARANHÃO A CIDADE DA CULTURA POPULAR



Cultura são todos os traços, os costumes, as práticas, e também o folclore. A formação cultural do Maranhão está bem servida, pois tem influência das raças indígena, negra e branca (predominantemente portugueses).

O Maranhão conserva muitas tradições folclóricas, como o Bumba-Meu-Boi e o Tambor-de-Crioula, mas não deixa de assimilar o moderno: São Luís TAMBEM é considerada a Capital Brasileira do Reggae.




O BUMBA - MEU -BOI DO MARANHÃO








A festa do Bumba-meu-boi, uma tradição que se mantém desde o século XVIII, arrasta maranhenses e visitantes por todos os cantos de São Luís, nos meses de junho e julho. O bumba-meu-boi é uma festa para crianças, adultos e idosos, onde os grupos se espalham desde as perifeiras até os arraiais do centro e dos shoppings da ilha. Na parte nova ou antiga da cidade grupos de todo o Estado se reúnem em diversos arraiais para brincar até a madrugada



HISTORIA:


O enredo da festa do Bumba-meu-boi resgata uma história típica das relações sociais e econômicas da região durante o período colonial, marcadas pela monocultura, criação extensiva de gado e escravidão. Numa fazenda de gado, Pai Francisco mata um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que quer comer língua. Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta.
Pajés e curandeiros são convocados para salvar o boi e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre. Brincadeira democrática que incorpora quem passa pelo caminho, o Bumba-meu-boi já foi alvo de perseguições da polícia e das elites por ser uma festa mantida pela população negra da cidade, chegando a ser proibida entre 1861 e 1868.

O atual modelo de apresentação dos bois não narra mais toda a história do "auto" que deu lugar à chamada 'meia-lua', de enredos simplificados. Atualmente, existem muitos grupos de bumba-meu-boi na cidade de São Luís subdivididos em diversos sotaques.

Cada sotaque tem características próprias que se manifestam nas roupas, na escolha dos instrumentos, no tipo de cadência da música e nas coreografias







A comemoração do Bumba meu Boi originou-se no final do século XVIII, em uma fazenda do Nordeste. É uma festa ao ar livre que dura muitas horas.
As pessoas ficam em volta dos interpretes, cantando e fazendo parte da brincadeira. Por fim, todos dançam e cantam juntos.


O Bumba-meu-Boi começa com uma louvação ou cantoria de abertura, seguida da apresentação dos personagens e da entrada do boi, que é representado por um homem que fica dentro de uma armação de madeira ou metal, recoberta de panos bordados e coloridos.

O boi adoece e passam a participar personagens que tentam curá-lo ou ressuscitá-lo, os curandeiros ( os espiritos da mata que são chamados de cazumbá ).


VAMOS NARRAR ESSA HISTORIA!!!

Na fazenda trabalhavam Pai Chico, também chamado Francisco, casado com Catirina, os vaqueiros e os índios (caboclos).












A Negra Catirina fica grávida e sente desejo de comer a língua do boi. Pai Chico fica desesperado. Com medo de Catirina perder o filho que espera, caso o desejo não seja atendido, resolve roubar o boi de seu patrão para atender ao desejo de sua mulher.

O fazendeiro percebe o sumiço do boi e de Pai Chico e manda os vaqueiros procurá-los, mas os vaqueiros nada encontram. Então o fazendeiro pede para os índios que ajudem na procura. Os índios conseguem encontrar Pai Chico e o boi, que neste intervalo havia adoecido.
Os índios levam Pai Chico e o boi à presença do fazendeiro, que interroga Chico e descobre porque ele havia levado o boi. Os pajés ( que são representados pelos cazumbás ou espiritos da mata ) são chamados para curá-lo, e após várias tentativas conseguem curar o boi, que se levanta e começa a dançar alegremente. Então o fazendeiro perdoa Pai Chico e tudo termina em festa com apresentação da dança.







Uma vez convidado, o grupo de Bumba Boi, apresenta-se defronte a casa de quem o convidou. A apresentação começa um pouco antes da casa, quando o amo do boi canta a toada inicial, chamada Guarnecer, organizando o grupo para a apresentação. Depois do Guarnecer, é a hora do Lá Vai, que é uma toada para avisar o dono da casa e demais que o boi já está indo. Depois do Lá Vai, e cantada a Licença, quando o boi pede licença para se apresentar. No decorrer da apresentação cantam louvores a São João, São Pedro, ao boi, ao dono da casa e vários outros temas, como a natureza, lendas da região, amores, política, etc. Em determinado momento começa o dono do Boi ou auto, apresentar a história básica de Catirina e Pai Chico, que pode variar muito de um grupo para outro.






Também é cantado o Urra do boi e a toada de despedida, e a apresentação termina.
As apresentações sucedem-se até por volta do mês de setembro, quando ocorre a morte do boi. Para a morte do boi, é preparado um grande mourão no centro do terreiro, todo enfeitado de frutas, doces, etc. Defronte ao altar de São João, reza-se a Ladainha.


O SIGNIFICADO DOS PERSONAGENS:

O AMO OU FAZENDEIRO: Representa o papel do dono da fazenda, comanda o grupo com auxílio de um apito e um maracá (instrumento musical) canta as toadas principais.


O PAI FRANCISCO OU CHICO: Empregado da fazenda que mata o boi para atender o desejo de mãe Catirina.


A MÃE CATIRINA: É a mulher do pai Chico, que grávida deseja comer a língua do boi.


O BOI: É a principal figura, consiste numa armação de madeira em forma de touro, coberta de veludo bordado. Prende-se à armação uma saia de tecido colorido. A pessoa que fica dentro e conduz o boi é chamado miolo do boi.


OS VAQUEIROS: São também conhecidos por rajados. Tambem são chamados caboclos de fita. Em alguns bois existe o primeiro vaqueiro, a quem o fazendeiro delega a responsabilidade de encontrar pai Chico e o boi sumido.


OS INDIOS,INDIAS E CABOCLOS: Tem a missão de localizar e prender pai Chico. Proporcionam um belo efeito visual, devido à beleza de suas roupas e da coreografia que realizam. Alguns bois, principalmente os grupos de sotaque da ilha, possuem o caboclo real, que é a mais rica indumentária do boi.

A BURRINHA: aparece em alguns grupos de bumba-meu-boi, trata-se de um cavalinho ou burrinho pequeno, com um furo no centro por onde entra o brincante, a burrinha fica pendurada nos ombros do brincante por tiras similares a suspensório.

O CAZUMBÁ: Personagem divertido, as vezes assustador, que usa batas coloridas e mascaras de formatos e temática muito variada, que representa os espiritos da mata.



SÃO VARIOS SOTAQUES QUE DEFINEM ESTA MANIFESTAÇÃO:


SOTAQUE DE MATRACA - Surgiu em São Luís e é o preferido de seus habitantes. O instrumento que dá nome ao sotaque é composto por dois pequenos pedaços de madeira, o que motiva os fãs de cada boi a engrossarem a massa sonora de cada "Batalhão". Além das matracas, são usados pandeiros e tambores-onça (uma espécie de cuíca com som mais grave). Na frente do grupo fica o cordão de rajados, com caboclos de pena.

SOTAQUE DE ZABUMBA - Ritmo original do Bumba-meu-boi, este sotaque marca a forte presença africana na festa. Pandeirinhos, maracás e tantãs, além das zabumbas, dão ritmo para os brincantes. No vestuário destacam-se golas e saiotas de veludo preto bordado e chapéus com fitas coloridas. O sotaque de zabumba passa por grande crise nos últimos anos devido à falta de novos brincantes interessados em manter as tradições do mais antigo estilo de boi.

SOTAQUE DE ORQUESTRA - Ao incorporar outras influências musicais, o Bumba-meu-boi ganha neste sotaque o acompanhamento de diversos instrumentos de sopro e cordas, como o saxofone, clarinete e banjo. Peitilhos (coletes) e saiotes de veludo com miçangas e canutilhos são alguns dos detalhes nas roupas do brincantes.

SOTAQUE DA BAIXADA - Embalado por matracas e pandeiros pequenos, um dos destaques deste sotaque é o personagem Cazumbá, uma mistura de homem e bicho que, vestido com uma bata comprida, máscara de madeira e de chocalho na mão, diverte os brincantes e o público. Outros usam um chapeú de vaqueiro com penas de ema.

SOTAQUE COSTA DE MÃO - Típico da região de Cururupu, ganhou este nome devido a uns pequenos pandeiros tocados com as costas da mão. Caixas e maracás completam o conjunto percussivo. Além de roupa em veludo bordado, os brincates usam chapéus em forma de cogumelo, com fitas coloridas e grinaldas de flores.

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HISTORIA DO TAMBOR DE CRIOULA







Manifestação folclórica de origem africana, o tambor de crioula surgiu nas reuniões de escravos. Reunidos, os negros cantavam sob o ritmo marcante dos tambores de tamanhos e, conseqüentemente, sons diferentes, tocados exclusivamente pelos homens. Rege a tradição que também apenas as mulheres dancem, em roda, reverenciando os tambores denominados de crivador, meião e grande (em ordem crescente de tamanho) e dando a famosa ‘pungada’ ou ‘umbigada’.
Apesar de ter grupos organizados normalmente em pagamentos de promessa a São Benedito, o protetor dos negros, o tambor de crioula não tem época determinada para ser apresentado.
As festas podem começar ou terminar por ele. Tudo por conta do acender de fogueiras para esquentar o couro dos tambores.






O MARANHÃO ESTÁ EM FESTA!!!


Desde o dia 18 de junho de 2008, o Tambor de Crioula, uma das manifestações culturais mais antigas, autênticas e originais do Estado, passou a ser reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

FOI REALIZADO UM GRANDE SONHO COMO AFIRMA PAULINHO DE MARÉ, presidente da Associação Cultural de Tambor de Crioula do Estado do Maranhão (Actasema). "isto Será a realização do sonho de nossos antepassados",

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participou da solenidade de entrega do registro aos grupos de Tambor de Crioula pelo Iphan. Também estavam presentes no evento, que acontece a partir das 15 horas na Casa das Minas: o presidente do Iphan,o governador do Maranhão, o prefeito de São Luís, e representantes de mais de 80 grupos de Tambor de Crioula da capital maranhense e do Estado.

Os mestres mais antigos de São Luís apresentaram o Tambor de Crioula na solenidade. Na ocasião também foi lançado pelos Correios um selo comemorativo ao reconhecimento.

Após a cerimônia, os grupos realizaram cortejo em homenagem a São Benedito - Santo o qual muitos tocadores e dançarinos são devotos desse santo - na Rua de São Pantaleão. O local foi fechado decorado com flores, chita e 50 painéis fotográficos com os principais mestres e integrantes dos grupos do Tambor de Crioula.


RAIZES AFRICANAS - Fruto do sincretismo religioso, Tambor de Crioula, por alguns é uma louvação a São Benedito no Maranhão, praticada há mais de três séculos pelos descendentes dos negros, sob a forma de canto, toque de tambor e dança. Os ritmos e as danças têm identidade e estilo próprios. As variações rítmicas ocorrem entre os grupos, que são compostos por 'coreiros' - os tocadores de tambor e as dançarinas.

Costuma-se dizer que seus integrantes 'brincam', em vez de tocar, cantar e dançar. A data tradicional da homenagem a São Benedito é a segunda-feira de Aleluia, isto é, depois do domingo de Páscoa. Devido ao sucesso do Tambor de Crioula, os grupos têm sido contratados para apresentações a turistas e em eventos diversos.

Para alguns membros dos grupos, receber dinheiro é uma profanação. Foi preciso tempo para aceitarem pagamento pelas apresentações fora da época da festa de São Benedito. Muitos grupos surgiram como parte de promessa feita por seus fundadores ao santo.

Em 2008, eles foram mapeados pelos técnicos do SEBRAE. Estima-se que, somente em São Luís, existam 86 deles, integrados por 3,6 mil pessoas.

Inicialmente, o Projeto de Cultura do Sebrae/MA capacitará 28 grupos da ilha, composta pelos municípios de São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Grupos de Alcântara, localizado no continente, também serão apoiados.

A Instituição vai levar oficinas sobre cultura, artesanato, turismo, história do Tambor de Crioula, empreendedorismo e gestão de negócios aos 'coreiros', tanto nas cidades como no meio rural.

"O apoio do Sebrae é promissor. Acredito que novas fontes de renda vão surgir nas comunidades apoiadas", prevê o presidente da Actasema, Paulinho de Maré. Nas oficinas da Instituição, será possível formar novos produtores dos tambores de madeira. Atualmente os instrumentos são feitos apenas no interior do Estado.


A confecção das saias coloridas




e blusas das 'coreiras' (dançarinas) para venda é outra atividade produtiva a ser desenvolvida nos grupos com a consultoria do Sebrae/MA. As saias são em chita florida. As blusas brancas, com seus babados e acabamentos em finas rendas de bilro e bordado richelieu, encantam as platéias. Os turbantes usados pelos integrantes dos grupos de Tambor de Crioula também são desejados pelos que conhecem a dança. Segundo Paulinho de Maré, esses produtos já são demandados, principalmente pelos turistas.



MESTRE FELIPE - foi um dos que se apresentaram na solenidade. Ele foi dos velhos mestres de São Luís. Com 83 anos, e ficou muito feliz devido ao reconhecimento do Iphan à cultura negro-maranhense. Conta ele que brincava de Tambor de Crioula desde os três anos. "Aprendi com minha avó, meu pai e minha mãe".

Ele revela que foi carpinteiro e lavrador durante toda a vida. Criou sete filhas e um filho e nunca ganhou dinheiro com o Tambor de Crioula. Havia só nove grupos em São Luís até alguns anos atrás, lembra o mestre, que fica surpreso ao saber que, atualmente, existem mais de 80.

O Mestre Felipe já não tocava mais,só cantava, por causa da idade.
Comenta, explicando que não toca mais tambor. Em sua casa, no bairro Vila Conceição, se reúne o grupo União de São Benedito, um dos mais antigos da capital maranhense.

"Meu ritmo é de São Vicente de Ferrer, da baixada maranhense", informa, referindo-se a sua cidade natal. Mestre Felipe ensinou sua arte para tanta gente, que perdeu as contas. Antigamente o Tambor de Crioula só podia ser tocado, cantado e dançado por afro-descendentes.






"Hoje é tudo misturado, branco e preto tocam e dançam juntos. Tem branco que toca melhor do que preto", observa. O mestre fala que já ensinou o ritmo do seu grupo até para duas japonesas e uma suíça.

Segundo o mestre, outra diferença dos dias atuais é a participação feminina. Antes, os homens cantavam e tocavam tambores e as mulheres cantavam e dançavam. "Agora, tem umas mais salientes que batem tambor", conta, admirado. "As coreiras também eram mais graúdas", comenta. "Elas rodavam as saias coloridas com tanta força, que se a gente encostasse, era capaz de nos derrubar". "Hoje, as mulheres são miúdas".






Na verdade o Tambor-de-Crioula, ou simplesmente punga, é uma dança típica do Maranhão, sem caráter religioso, mantida pelos descendentes de escravos africanos de tradição provavelmente nigero-congolesa. Dançado apenas por mulheres em formação de roda, conta também com um grupo de percussão formado por três tambores.
Onde Alusiva à fertilidade, a umbigada ocorre por duas dançarinas se encontram por um alegre choque de ventres e representa um convite para que a protagonista seguinte ocupe o centro da roda com seu solo de giros, evoluções e gracejos. Como de costume, os tambores são escavados a fogo e têm os seus couros aquecidos e afinados diante de uma fogueira.






Os Tambores, em número de 03 (três), constituem o que se denomina parelha, assim definidos: tambor do meio, meião ou socador, o tambor menor, pererengue, merengue ou crivador, seguido do tambor grande, sulador, ou roncador. O meião inicia e, marca o toque, seguido do pererengue, que faz o contratempo, logo após o tambor grande entra, com o seu roncado característico, definindo a punga.
Conforme as regiões do Estado onde o tambor de crioula se faz presente, define-se o sotaque (forma apropriada de tocar, cantar, dançar, pungar e se expressar). O sotaque, que pode representar sutis diferenças, ou mesmo nem ser percebido pelos leigos, demonstra uma forte característica entre os brincantes, assim, a depender do sotaque, o meião só começa a tocar, após o início do canto, e conforme o ritmo empreendido pelo cantador (acelerado ou compassado), ou o contrário, o meião inicia dando o ritmo e, o cantador acompanha-o, puxando o canto, mas em todo o caso, o pererengue sempre entra após o meião, fazendo o contra-tempo, logo em seguida, o tambor grande se faz ouvir, e livre para solar, evolui numa diversidade de toques até alcançar seu ápice, a punga.

Entre os sotaques mais conhecidos está o "de Guimarães", "Alcântara", ou "do litoral", neste, a "brincadeira" acontece num pique frenético, outro, é o sotaque "da Baixada", mais compassado e de rica variedade rítmica, há ainda os sotaques "de Rosário" e "do Munim", que por fazerem parte dos caminhos dos boiadeiros, trazendo e levando gado de norte a sul, sofreram fortes influências destes, com seus aboios. Os cantos seguem a mesma tendência, podendo ser culturais ou bem definidos. O sotaque define ainda, o uso ou não de baquetas, as quais, quando se fazem presentes são repenicadas na costa do tambor grande, com mais raridade, algumas "brincadeiras" utilizam baquetas (finas e flexíveis) no couro do pererengue.
Os tipos de madeira para a confecção dos tambores são diversos, variando quanto ao peso e sonoridade, sendo umas mais leves e outras mais pesadas, a exemplo do mangue branco ou siriba, pequiá, faveira, etc. A feitura dos mesmos requer um certo ritual, que compreende desde a identificação da árvore, o sangramento desta, durante certa fase da lua, bem como outras particularidades.

Conforme o lugar, a exemplo de São Luís, a dança é exclusividade das mulheres, há, no entanto, homens que dançam, mas neste caso, requer usarem saia. A dança das mulheres se reveste de pura sensualidade e com belas evoluções, onde o ápice acontece quando a mulher, após saldar os tambores menores dançando, mostra-se de frente ao tambor grande, e os dois como que numa simbiose evoluem desafiando-se, até realizarem a punga. O toque dos tambores é predominantemente realizado por homens, apesar de que em alguns lugares a mulher toca, porém, quando se trata de tocar o tambor grande, aquela o faz ao lado deste, nunca sobre. Hoje na capital há grupos constituídos exclusivamente por jovens, que as mulheres se fazem mais presentes na batida dos tambores.

A PUNGA DOS HOMENS, ao contrário da punga das mulheres (umbigada), não acontece em todas as "brincadas de tambor", sendo encontrada mais comumente em comunidades rurais. Acontece ao lado da roda das mulheres, geralmente em areal, e conforme o lugar, é aplicada com mais ou menos intensidade, quando mais vigorosa, não é raro ver homens ao chão, com menos vigor, acontece somente um leve bater de coxas, no entanto, vale ressaltar que nos lugares onde ocorrem as derrubadas, com o avançar das horas, os coreiros já sob os efeitos da cachaça, intensificam-nas em quantidade e vigorosidade, sem que haja no entanto, qualquer incidente grave.


A cantoria do tambor dá-se por um cantador/puxador e, um coro respondendo, seu conteúdo, diverso e revestido de picardia, onde os cantadores costumam saudar São Benedito, fazerem choça uns com os outros, cantarem seus lugares, etc., tudo, dentro do ritmo e de uma métrica, que se não for respeitada, é simplesmente desconsiderada.
Como todas as tradições, o tambor sofreu alterações, uma delas a participação de mulheres, como forma de abrandar a repressão, uma vez que era reconhecida pela sua agressividade, sendo vista inclusive como luta, pelas "autoridades" da época. Tem-se que o termo tambor de crioula é mais recente do que a própria manifestação, uma vez que antes de 1888, as mulheres com raridade, participavam, pois sendo extremamente vigorosa sua prática traduzia uma maneira de deixar os guerreiros em forma, capazes de enfrentar as adversidades da época, talvez daí tenha-se originado um ditado antigo, ainda hoje pronunciado a respeito em relação à manifestação: tocado a murro, dançado a coice e afinado a fogo.
Enquanto manifestação, não há como dissociar homens e mulheres, vez que para acontecer a brincadeira requer a participação de todos tocando, cantando, dançando, evoluindo e pungando, uma verdadeira festa, que contagia quem estiver presente.


Hoje muitos Grupos são obrigados, aceitarem pagamento pelas apresentações fora da época da festa de São Benedito. Muitos grupos surgiram como parte de promessa feita por seus fundadores ao santo, outros por fins lucrativos.

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A CAPITAL BRASILEIRA DO REGGAE.



O REGGAE.














O reggae, ritmo nascido na Jamaica, alcançou, nas últimas três décadas, uma popularidade inegável em São Luís do Maranhão. Esta intensa presença do reggae no cotidiano maranhense possibilitou o surgimento de um reggae marcadamente ludovicense, repleto de peculiaridades.


Aqui o reggae é predominante, conhecida como a capital do reggae brasileiro, acontecem espetáculos ao ar livre semelhantes aos sound systems jamaicanos, paredes de caixas de som pilotadas por DJs em meio as suas ruas e praças. A cidade não pára, é puro ritmo.













Tudo isso começou na década de 70, São Luís foi invadida por um ritmo que acabou por conquistar o coração de grande parte da população maranhense: o Reggae, que nos últimos anos se espalhou por todos os cantos da ilha e interior do Estado. Conquistando todo Maranhão, independente de cor e raça.

São Luís,antes denominada de Atenas Brasileira, Ilha do Amor e Cidade dos Azulejos, nossa capital passou a ser conhecida como a Jamaica Brasileira, numa alusão ao reggae e sua terra de origem ( a Jamaica ), mas temos nossas peculiaridades. São Luís é o único lugar onde as pessoas dançam o reggae "agarrados", já que nos demais lugares as coreografias são individuais.











O reggae está tão difundido na Cidade de São Luis, que já deixou de ser música de periferia e atinge todas as classes sociais e faixas etárias. Todas as rádios, sejam elas FM ou AM, têm programas específicos do ritmo, que somam as maiores audiências.

as músicas transmitem mensagens de amor, igualdade e solidariedade. O reggae maranhense espera por você.




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A DANÇA DO COCO







A Dança do Coco é originada em rodas de quebradeiras e considerada uma das manifestações típicas do folclore maranhense, presente durante os festejos juninos. Também dançada em pares, sua coreografia é simples e a movimentação permite aos brincantes se posicionarem ora frente a frente, ora de costa.
A indumentária típica da brincadeira é semelhante às da Quadrilha. Os adereços que diferem o Coco em relação às outras danças de rodas são o cofo e a machadinha. Os instrumentos fazem alusão aos utensílios utilizados pelos trabalhadores nos babaçuais. Os instrumentos utilizados na brincadeira são ritinta, agogô, triângulo, ganzá e repinique.

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O CACURIA







Surgida a partir do Carimbó das Caixeiras, promovido após a derrubada do mastro do Divino, ela traz no nome uma palavra sem origem definida pela língua portuguesa. A dança virou tradição entre os folguedos juninos do estado.
Com liberdade e descontração, as caixeiras cantavam as ladainhas em ritmo acelerado. Os homens também participavam da brincadeira marcada pela dança, versos, piadas e coreografias.
Popularizada a partir dos anos 80, o Cacuriá ganhou uma pitada de malícia em coreografias e cantigas, cheias de duplo sentido. Hoje, o Cacuriá é uma das danças de roda que mais atrai o público durante os festejos juninos e que mais cresce em números de representantes no estado.

Tendo como grupo mais antigo o Cacuria de Dona Tété

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O CAROÇO

Outra manifestação de origem africana é o Caroço, que tem no Maranhão sua procedência na cidade de Tutóia. É uma dança, livre, sem formação rígida, executada por brincantes de qualquer idade ou sexo.
Quatro caixas-tambores, uma cuíca, uma cabaça envolta em sementes de ave maria e/ou pau brasil formam a bateria de instrumentos do Caroço, acompanhados por toadas improvisadas. Os cantores tiram as toadas, e os demais brincantes respondem com um refrão.



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